Enfim, a Europa

Londres, 11 de julho de 2011.

Cheguei no chamado velho continente, que não sei se vou ver coisas tão velhas assim, depois de ter passado pela China e Egito e visto várias cidades e relíquias de milhares de anos antes de Cristo.... Mas estava esperando esse momento há muitos anos. Na verdade a vontade de conhecer a Europa já vinha de uns dez anos atrás. A vontade de partir para uma volta ao mundo surgiu inicialmente com a vontade de conhecer a Europa. Incontáveis noites dormi debruçado na página do mapa da Europa do meu atlas, fazendo vários roteiros imaginários pelos países pertinho uns dos outros. Acho que minha paixão por mapas se fixou nessa época. Ainda mais o mapa da Europa, com todos aqueles ‘países famosos’ todos ali. Foi daí que a ideia de ...“esse país é perto desse, que é perto daquele”..foi expandindo até tomar a proporção da volta ao mundo.    
Durante o planejamento da minha viagem, eu pensei como seria visitar a Europa depois da Ásia, estava com medo de achar tudo sem graça depois de ver tanto exotismo e ter passado por um choque cultural tão forte. Mas agora depois desses primeiros dias por aqui, acho que não vai ser bem assim. Eu já tive uma prévia da Europa circulando por Istambul e me toquei  que o que vai me impressionar  não será o choque cultural, e sim a grandiosidade das cidades e suas atrações carregadas de história. Estou trabalhando minha cabeça para mudar o enfoque da viagem. Estou andando por esses dias na rua pensando nisso. Aquela coisa de viajar com calma sentindo a cultura exótica, priorizando o contato com gente diferente, observando costumes, tentando entender a influência da religião no cotidiano do povo, comendo comidas bem diferentes que ás vezes não sabia nem o que era, me comunicar por gestos, ver a pobreza e a miséria bem de perto....tudo isso não vai ter mais. Viajar pela Europa vai ser para ver lugares bonitos e glamurosos.
Londres realmente impressiona pelo cosmopolismo, atraindo gente do mundo inteiro que vem para morar ou a passeio. O look exótico ultra-moderno londrino espanta um pouco para nós sulamericanos, um estilo meio punk-rock-chique que dá uma característica bem forte nas ruas... vemos senhoras idosas de cabelo roxo ou rosa, outros com cabelo verde e botas com sola de dez centímetros...gente usando roupas que não entendemos o ‘segredo’ da combinação  ...acho que é justamente o oposto, quanto mais diferente e chocante parece que fica com mais a cara de Londres.  Além disso a cidade carrega uma imagem tão forte, uns ícones tão famosos no mundo inteiro: os soldados de uniforme vermelho usando chapéu preto renondo e peludo, as cabines telefônicas vermelhas, os ônibus vermelhos de dois andares, o Big Ben...todos são símbolos nacionais que ganharam uma fama muito grande. Talvez nenhuma outra cidade no mundo tenha cenas urbanas como essa, tipo o do telefone público, que são tão marcantes e famosas.
Taxi bonitinho no centro de Londres


Contagem regressiva para a próxima olimpíada
no ano que vem que será aqui

Big Ben

Estou no meu último dia de viagem solo, amanhã minha irmã Lilianne chega e vamos fazer juntos a Europa por mais um mês. Tenho imaginado como será viajar com ela, pois somos bem diferentes na questão  de estilo de viagem, e agora depois da Ásia que criei diferentes hábitos e me adaptei com a vida em trânsito, certamente temos visões ainda mais diferentes. Com certeza com ela vou ter que mudar um pouco o estilo, mas vai ser legal, acho que também andei treinando minha flexibilidade por ter conhecido,  convivido e viajado junto com outras pessoas de hábitos diferentes. Isso acredito que vai ser moleza aqui na Europa pois tudo aqui é muito fácil, muito turístico, fácil de chegar, de entender e ser entendido. Depois de atravessar quase toda a Ásia por terra, durante todo esse tempo, países muito pobres enfrentando a barreira da língua e sistemas de transportes bem precários, a Europa é ‘melzinho na chupeta’...rsrsrsrrs
Londres está abarrotada de turistas, andando nas ruas se ouve outras línguas como espanhol, francês, italiano...e português, quase na mesma proporção que se ouve o inglês. Muuuuitos brasileiros pra todo lado, não sei se sempre foi assim aqui nesta época do ano, ou se é pela desvalorização do dólar em relação ao real nos últimos meses... mas tem muitos brazucas, tanto é que em três dias já vi tantos que nem me espanto mais e me interesso em puxar papo como era na Ásia, onde eu passava meses sem topar com nenhum. Aquela coisa que já até escrevi num outro post, de que nós brasileiros quando nos encontramos no exterior fazemos uma festa e temos uma conversa mais calorosa e tal...não se aplica muito pela quantidade enorme de conterrâneos. Fiquei pensando se a frieza dos europeus quando encontram seus conterrâneos no sudeste asiático se dá pela quantidade deles por lá... Sei lá, deixa eu continuar pensando que temos o sangue mais quente mesmo.
Não entrei em nenhum museu ou atração por esses dias, estou esperando para fazer com minha futura parceira, só caminhei pelo centro da cidade que tem muitos atrativos próximos e nos arredores das margens do rio Tâmisa...o Big Ben e o palácio Westminster , a London eye, Piccadilly Circus, Trafalgar Square, Hyde park....e mais outros parques, palácios, praças, igrejas...tô achando tudo muito lindo...todos os detalhes da arquitetura exuberante dos palácios e o padrão ‘tijolinho bonitinho’ das casas nas ruas dos bairros mais afastados. Os dias estão longos nessa época com a claridade do sol que se prolonga até mais de 9 da noite, quer dizer 9 da tarde ! , só o tempo que é sempre nublado mesmo no verão.
      

4 comentários:

Ana L. disse...

Muito legal seus relatos de viagem! Tenho acompanhado as atualizações para me ajudar a construir minha próxima viagem (durante 3 meses em 2012). Espero que a Europa te proporcione textos tão bons quanto os outros... Parabéns pelo blog!
Abraços
Ana Luiza

disse...

li seu blog hj de manhã e estava no banho agora há pouco qdo lembrei desse seu post – não sei POR QUE exatamente pensei isso logo no banho haha – mas o fato é que fiquei refletindo sobre essa historia dos brasileiros se encontrarem na asia e serem calorosos e na europa vc nao ter mta vontade de falar com eles… e comecei a formular uma teoria… sao apenas suposições… rs… fiquei pirando nisso… bom, primeiro, eu com certeza concordo qdo vc diz q provavelmente na asia a quimica rolava mais por vc ficar meses sem ver um brasileiro… e nesses momentos me vem à mente aquela frase: "minha pátria é minha lingua…" afinal, nada como o conforto da nossa propria lingua… Segundo… e gostaria de saber se vc concorda cmg… (talvez vc possa me dizer qdo terminar a trip pela Europa) eu acho que o perfil do viajante brasileiro na Europa é bem diferente do perfil do viajante brasileiro na Ásia… quero dizer… a Europa além de ficar mais perto, é mais cara, tem toda aquela aura do glamour, ruas limpas, uma cultura ocidental que lembra um pouco mais a nossa… diferente da Ásia… que nem sempre tem a infraestrutura q um turista espera, eh mais simples, tem toda a historia da pobreza, menos higiene… quem vai pra Asia – pela distancia e pelo preco da passagem – sabe mto bem o ponto que quer e o que vai encontrar, sabe q nao vai ter todo o conforto de uma Europa……e isso acaba atraindo diferentes tipos de viajantes… ou seja: voce acaba se identificando com um tipo mais do que o outro. Tb falo isso por experiencia propria, meus amigos q vao pra Europa, tem mais grana, viajam com varias malas, enquanto os q foram pra Asia se interessam mais por cultura, tem a cabeça mais aberta… (sem generalizar, obvio) Bem, acho que escrevi demais e quem sabe isso talvez um dia mereça um post no meu blog. Boas viagens! ;)

♡Dαni Delgado♡ disse...

É uma aventura ler seus Post's, todos são ÓTEMOS... Queria taí curtindo essa viagem...rsrs
Parabéns pela conquista é bem como diz a música ♪♫Quem acredita SEMPRE Alcança♪♫...

Muita Saúde e Felicidade
Bjoos ♥

paula manaus disse...

Londres foi a primeira cidade que estivemos em outubro.para mim foi a segunda vez e ela e sempre linda com tantas coisas a ver e a fazer