Pedalando

Phnom Penh, 16 de dezembro de 2010.

Mas a minha ida a Phnom Penh não foi só pra ver tristeza. Rodei muito de bicicleta por toda a cidade  no trânsito muito doido daqui. É muita adrenalina, só nesses dias vi umas quatro batidas de carros e motos, é igual auto-pista dos parques de diversão. Curiosidades: não tem transporte público no Camboja! Imagina, não tem ônibus na cidade, se você não tiver seu transporte tem que pegar tuk-tuk. Assim como no Laos eles não usam moedas, todo dinheiro é de papel e  além do Riel (moeda local) o dólar também é moeda corrente, eles tem uma notinha de 100 Riels que equivale a dois centavos de Real...tem uns salgados fritos na rua que custam 500-600 Riels  ou seja 10-12 centavos !!! Outra, não vi nenhum supermercado muito grande e sim muitas mercearias e mercados. Fui num mercado enorme que tinha desde peças usadas de moto, eletrônicos, comida, papelaria...tudo. tinha uns boxes, também vi no Laos, expondo uns toca fitas e máquinas fotográficas de filme de modelo muito antigo, parecia um balcão de uma loja da década de 80.    
A população de um modo geral é muito pobre mesmo aqui na capital. Nos mercados e bancas de comidas de rua vejo como eles são imundos desorientados em relação à higiene. Vi várias vezes a mulher pegar o copo usado jogar o resto fora e colocar o copo novamente na bandeja de ‘copos limpos’, os pauzinhos que a gente come...vi no Laos a mulher pegar e mergulhá-los num balde imundo e colocar de volta na latinha de ‘pauzinhos limpos’, sem contar que fica tudo exposto à poeira e que ela prepara os pratos ou sopas pegando os ingredientes com a mão...a mesma que ela pega no dinheiro. Deixando esses detalhes de lado, adoro comida de rua! Ainda não senti nenhuma dor de barriga, então tá tudo bem. Minha flora intestinal (que dizem que é igual a dos urubus) está dando conta do recado.
Phnom Penh tem um calçadão na beira do rio onde no fim de tarde fica um clima gostoso, crianças brincando, jovens ligam caixas de som pra fazer dança de rua, outros jogando uma peteca com os pés (vi muito isso por aqui) ou com raquetes. Fiquei sentado um tempão comendo umas frutas e olhando o tempo passar. Visitei o Museu Nacional onde tem umas esculturas bem conservadas do período de Angkor além de outras peças do legado dos  Khmers de mais de mil anos, no centro do museu tem um jardim com uns peixes, um lugar tão quieto que eu deitei num banco e dei um cochilo ouvindo os passarinhos.



Museu Nacional em Phnom Penh

Sinceridade, depois de 3 meses de sudeste asiático não tenho visto tanta novidade nas ruas que me surpreenda...tipo o choque que tive quando desembarquei em Hong Kong...os insetos fritos , sapo sendo vendido igual frango nos mercados e bancas de churrasquinho, banquinhas de frutas que eles servem com pimenta, a comida, os temperos, os tuk-tuks... Daqui vou pro sul do Camboja, pra praia, e de lá entro no Vietnã...se eu continuar sentindo essa ansiedade por coisas novas, diminuo minha estadia no Vietnã e parto pra China.   

5 comentários:

Eduardo Duarte de Oliveira Jr disse...

teu estomago tem as enzimas do papo de urubu, só que geneticamente modificadas... eu heim...

até imagino minha situação comendo essas babujas ae... rsrsr

Rogério Oliveira disse...

Tudo que vejo diferente eu provo...vou fuçado entre um mercado e outro. Já pensou vir para a Ásia e comer batata frita e pizza ?!?!

Marcelo disse...

China é legal..

Tatybela disse...

TODOS OS LUGARES QUE VC VISITOU SAO LINDOS

Andando por aí.... disse...

não diminua. não faça isso. depois vc se arrepende. tudo que acabei deixando "pra depois" eu me arrependi, pq não tem depois. Imagina que ta começando. Que é um país novo. Comida. Bia Hoi. Idioma. Não diminua.