Meia-noite em Paris


Paris, 21 de julho de 2011.

Fizemos o trecho Londres-Paris de ônibus noturno, pra não perder tempo e economizar uma diária de albergue. O certo seria eu ter comprado as passagens e ter feito reserva nos albergues com antecedência, sairia mais barato, mas a ideia de ter dias contados e itinerário pronto me incomoda um pouco. Nunca fiz uma reserva de albergue nessa viagem, e quero continuar assim...procurando na hora. Viajar sem saber ao certo para onde vou e aonde vou dormir, me dá uma sensação melhor de liberdade. Mas aqui em Paris não ficamos em albergue, e sim na casa do Vojin, através do couchsurfing. Apesar do nosso anfitrião não ser daqui, não conhecer muito bem a cidade(ele é da Sérvia e mora aqui há dois meses) e não falar nada de francês, mas foi legal ter um lar por uns dias bem no centro da cidade luz... a dez minutos do Sena, o famoso rio que cruza a cidade.
Há muito tempo eu guardo o sonho de conhecer a França, talvez mais do qualquer outro lugar do mundo. Acho que minha paixão se deu por influência da minha mãe que era professora de francês quando eu era criança, e ela costumava ouvir músicas francesas no carro quando ia me deixar no Clube do Flamengo para as aulas de ginástica olímpica, na época que morávamos no Rio de Janeiro. E desde essa época...cerca de 26 anos atrás...gosto de ouvir músicas francesas. A língua soa bem nos meus ouvidos, e pena que não falo nada além de algumas poucas palavras, o suficiente para conseguir ler alguma coisa e entender um pouco mais do que vemos pela cidade. É uma outra meta quando voltar pra casa: estudar francês.
Adorei Paris, a cidade é realmente linda e ela realmente merece todo o glamour que carrega no seu nome. Por muitos anos levou o título de cidade mais visitada do mundo(agora está em terceiro, atrás de Londres e Bangkok), e eu esperava encontrar uma massa de turistas maior por aqui , mas não foi assim que aconteceu. Londres realmente estava bem mais lotada de estrangeiros.
Os franceses gostam de dizer que eles têm os melhores vinhos e queijos do mundo, existem várias lojas especializadas em queijos, com dezenas de tipos , na verdade na França existem centenas de qualidades diferentes. Com os vinhos, vi uma cena bem curiosa no supermercado: uma marca nacional mais simples(que pra gente, não deixa de ser vinho francês!) custava menos de 2 euros, enquanto que um pacote de papel higiênico (que não era do mais caro!) custava 3,50 !!! Imaginem uma garrafa de vinho (francês...) custar a metade do preço do papel higiênicoooo!!   
Um dia, passeando pela Champs Élisée , a avenida mais famosa de Paris(se não do mundo) passamos na frente de um cinema onde estava sendo exibido o filme Meia-noite em Paris, que logicamente se passa aqui, e conta a história de um escritor de férias em Paris e todos os dias à meia-noite ele se transportava por imaginação para a Paris antiga...e quando saímos do cinema , faltavam 5 minutos para meia-noite...e estávamos bem embaixo do Arco do Triunfo...não tinha nenhum filme mais apropriado para aquele dia. E foi legal ver cenas urbanas que estávamos vendo o dia inteiro. Aconteceu isso também quando assisti Karate Kid  em Beijing- China, e Killing Fields em Phnom Penh- Camboja, esses filmes mostram cenas bem comuns do cotidiano, e quando reconheço isso quando estou assistindo, vejo que estou realmente conhecendo a cidade.
Esses cinco dias que passei em Paris tiveram um sabor um pouco diferente, de realização de um sonho antigo. Acho que o exotismo da Ásia abrandou bastante esse meu sonho, mas ainda assim no fundo eu ainda tive sim a sensação de realização. Andar pela Champs Élisée, ver o Arco do Triunfo e a cidade lá de cima dele, saborear um café em um dos tradicionais cafés da cidade, ver de perto a Monalisa e a Vênus de Milo no Museu do Louvre, passar pelo Moulin Rouge, cruzar o bairro de Montmartre e subir até a Sacré Coeur e ficar vendo a cidade lá de cima..., caminhar pelas margens do rio Sena, a basílica de Notre Dame, os diversos parques da cidade....tudo, tudo que fiz em Paris foi especial. E quando cheguei perto da Torre Eiffel, acho que foi o ápice, foi o mesmo quando me aproximei das maravilhas do mundo que visitei: a muralha da China, o Taj Mahal e Petra(ainda falta o Coliseu de Roma...), era um dos lugares que eu mais esperava conhecer. Primeiro vimos ela de noite, toda iluminada, LIN-DA! ,  ela realmente chama muita atenção (acho que nem precisava eu estar falando isso da Torre Eiffel !! rsrsrs) ...uma imensa estrutura de ferro e de hora em hora tem um jogo de luzes piscando que é um espetáculo. Dois dias depois, voltamos à torre, dessa vez para subir nela. Fiz questão de subir de escada, queria sentir ela nos meus pés e ver a estrutura de perto...e da metade para o topo se sobe de elevador. O vento frio com um pouco de chuva estava lá em cima não nos deixou ficar mais tempo...mas ver Paris do alto da Torre Eiffel será inesquecível. 

Vou daqui com sensação do dever cumprido, cumpri o dever que tinha comigo de realizar um sonho antigo. Quero chegar numa fase de não pronunciar mais a frase “sempre quis fazer isso”, vou caminhando nesse sentido.
Com o nosso anfitrião Vojin, em frente
à Basílica de Notre Dame


Nas margens do Sena
Há muito tempo queria andar por aqui...


Pausa pra o rango na Place des Vosges, uma das
magníficas praças do centro de Paris
Encontro do couchsurfing num pub de Paris

As luzes do Museu do Louvre, e a pirâmide de vidro.


Vista do alto do Arco do Triunfo

O cabaré mais famoso do mundo

A Basílica do Sagrado Coração (Sacré Couer) no alto
do morro de Montmartre


A Monalisa no Louvre
Como dizia o Zeca Baleiro: " Braços da Venus de Milo
acenando tchau.."



Não cansei de fotografá-la !

As luzes da Cidade Luz, do alto da Torre Eiffel

2 comentários:

paula manaus disse...

Nossa,como seu visual mudou em Paris,ficou mais clean..rs.foi pra combinar com a cidade?

Shirley Fontinele disse...

Lindas fotos. Parabéns pelas viagens. Uma experiência simplesmente inesquecível. Quando será a próxima? Fiz umas fotos bonitas aí em Paris, mas as suas ficaram um show.